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Democracia na America Latina – Palestra de FHC

Ótima palestra de FHC sobre democracia na América Latina para Vanderbilt Peabody campus Oct. 8, 2007

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O Bem Amado

Grande sátira à política Brasileira, coronéis como Odorico Paraguaçu infelizmente não estão escondidos em cidadelas distantes, mas dominam Brasilia!

L’omofobia non ha senso

L’omo

O TUCANO VOA PRIMEIRO

É sabido que não tenho muito prazer na critica política para minha escrita, entretanto vendo o momento que o PSDB passa, não posso deixar de fazer clara minha visão. Um acordo de cunho duvidoso, mas habitual fora feito pelo governador com certo parlamentar, nada de mais, entretanto foi bastante espantoso e isso teve grande destaque nos jornais de grande circulação, o fato do deputado federa Ricardo Trípoli ter peitado este acordo ao recolher 220 assinaturas de delegados do PSDB da capital e favor de prévias para a escolha do candidato a prefeito, e já oficializando seu nome enquanto pré-candidato.

bem, esta cena, alem de histórica foi fantástica, um marco na historia do partido, que a partir de tal ato não terá como não realizar as prévias. Todavia, o que mais me deixa feliz é o fato dos possíveis candidatos serem ótimos quadros, e nisso ponho Andrea Matarazzo, Bruno Covas, Ricardo Trípoli, Jose Serra, José Aníbal e até mesmo o senador Aloysio Nunes que já disse não ter interesse.

Tucano, simbolo do PSDB, partido dos maiores democratas do Brasil FHC, Mario Covas e Franco Montoro

Não há duvidas que Serra é o maior nome, mas se ele quiser se candidatar, precisa entender que sim, ele é um ser humano, e não um desenho animado, e terá de disputar as prévias, que para ele serão muito fáceis, embora eu acredite fielmente que para ele o melhor caminha seria o Senado em 2014, sem duvidas seria o melhor senador da historia de São Paulo, com gigantesca influencia não apenas no partido e no Congresso Nacional, mas na direção da pátria. Outro nome de peso que destaco dos demais é Aloysio Nunes, tem se especulado sua candidatura, e ele negado, também acredito que se deseja, não deve ser privilegia, mas no caso de sua candidatura, perderá o estado o seu melhor senador, para o PSDB ganhar um forte candidato.

O s outros quatro quadros, acredito que em estatura não são tão diferentes, o que os difere é a maneira de tocar as coisas, cada um

tem uma aérea e um foco, uma historia. Não posso deixar de ressaltar que, para mim não faz o menor sentido Andrea Matarazzo se candidatar pelo partido que tanto criticou a presidente da Republica exatamente pela mesma nunca ter ocupado cargo eletivo, todavia, ele todo o direito de se pré-candidatar. Sou franco quando digo, que Bruno Covas sem sombra de duvidas será grande, o suficiente para ser o vice de Geraldo Alckmin em 2014 numa chapa puro

-sangue, e ser o grande coordenador do mandato. Mantenho o critério quando se fala de José Aníbal, sem duvidas é o deputado mais contundente do Congresso, e esta fazendo um ótimo trabalho na Energia, mas ele é a cara de Brasília, por melhor que seja seu trabalho em qualquer instancia, o povo de São Paulo e do Brasil perde muito sem ele na tribuna. Pelo acima descrito e por questões pessoais, me junto à Ricardo Trípoli, que fora a historia de sucesso que tem, é um dos fundadores do partido, e traz como proposta conceitos básicos do Imperador  Augusto e de Maquiavel, que em muito podem melhorar o cotidiano das pessoas.

Seja quem for o vencedor, não o será maior que a instituição, o Partido da Social Democracia Brasileira é quem ganha, dá voz à militância, e a mesma, exatamente por isso lutará mais agressivamente que

nunca, seja quem for o candidato. O PSDB pode em 2012, mostrar ao Brasil que ao contrario do que a mídia insiste em dizer, continua firme, se mantém como o partido que traz a bandeira da democracia plena, da pluralidade e da vanguarda.

Fogo de Ideias

 

Vejo nas juventudes partidárias a essência dos partidos políticos, é aceitável e comum que conforme passa o tempo a chama ideológica se apague. Mas ela se mantém acesa no vigor do jovem, das novas lideranças que se formam, e que exatamente por a cada dia reafirmarem lugares de destaque em seus partidos tem por obrigação procurar as falhas e o cansaço no partido ao qual pertencem e num incansável processo interno não baixar a cabeça, mas sim peitar caciques que erram inconscientemente exatamente por faltar a tão repetida inconseqüência política dos jovens.

Está nas juventudes partidárias o maior acerto, o de ter como norte a ideologia,  Dr. Geraldo disse: “Não há religião sem fé, como não há partido sem ideologia”, e disse bem,  partido é vivo enquanto seus ideais vivem, não a toa partidos comunistas mesmo sem sistema e sem condições de chegar ao poder seguem vivos.

Hoje, compondo a JPSDB/SP enquanto conselheiro vejo algo simplesmente sensacional acontecer, o trabalho que viemos realizando junto de nosso líder Paulo Mathias entra em destaque e causa choque no partido pela competência e paixão.

O que fazemos nada mais é que amar o partido, seus ideais e sua historia, naturalmente, sem falsa crença de perfeição.  Agir desta maneira não apenas esta enriquecendo a militância, mas sensibilizando caciques, que não se colocam mais a nós como tal, mas sim como partidários que temos sempre a nosso lado.

O grupo tem evoluído e se mostra exemplo exatamente por isso, agir com dignidade em prol não apenas de seguir o estatuto, mas de amar o PROGRAMA partidário.

Com as juventudes, me lembro de Vinicius: “Que não seja infinito, posto que é chama/ Mas que seja imortal enquanto dure.”

Hoje a maioria dos partidos são apenas velas, onde há pouca chama, e uma base inerte que breve se esvai apagando a pouca chama.   Mas nas juventudes, está a chama pura, a força inabalável, são parte indispensável a qualquer partido, e o partido que a respeita sai na frente, pois faz interagir a experiência e a vanguarda, garantindo que o hoje não fique ultrapassado e que o amanhã não seja incerto

 

Sociedade Horizontal

As redes sociais são a grande surpresa da geração que aí está, quando os avessos às novidades diziam que a globalização e a internet ao invés de unir as pessoas criariam uma massa alienada que só pensa em si, surgem as revoluções por democracia nos países árabes, e tantas outras demonstrações de valores humanistas nunca vistos tão intensamente, não me alongo nisto pois já há um belo artigo sobre o tema feito pelo estadista FHC “Silêncios que Falam”.

   O que acho importante ressaltar é a ligação entre a força de um post que somado a muitos gera uma rede de solidariedade, e um voto, que perdido numa montanha de eleitores ainda tem uma importância relevante.

   A exemplo disto tenho a eleição presidencial de 2010,na qual muita gente votou na candidata Marina Silva não por esta ser uma candidata que representa a nova política, mas principalmente por desacreditar na política e achar que estavam desperdiçando o voto, a prova histórica é que Marina saiu das eleições como a grande vitoriosa, uma liderança nacional independente e progressista, que fala a língua do jovem, sem agredir a tradição e sempre se mantendo na agenda.

   Marina 2010, não foi minha opção, mas a reverencio pelo exemplo histórico. Nunca antes na historia deste país as pessoas viram o quão é importante o seu voto, na beleza de seu individualismo. Eu mesmo após votar disse em alto e louco som que o voto é o orgasmo da democracia, e em 2010 acredito que o povo brasileiro passou a gozar de seu voto, a notar que um único voto é sim importante independentemente de pesquisas, tendência ou campanhas.

   As redes sociais se provaram como valorização do humanismo, da valorização a seu poder de mudar o mundo e da preocupação em fazer um mundo melhor e perpetuar objetivos altruístas.

  Mesmo a proximidade com governantes e celebridades que a redes criaram, de certo modo, ver pessoas importantes que estejam fora escândalos ou não estejam na Ilha de Caras e poder interagir com elas tira das mesmas o status de semideus e nos coloca num mesmo patamar, o da raça humana.

   Vejo nas redes sociais uma escola de super-heróis, do cotidiano é bem verdade, mas ainda assim pessoas que surgem com senso de solidariedade  e justiça inigualáveis a outras gerações.

   Em comparação com a dicotomia capitalismo x comunismo, se dizia capitalismo é vertical e comunismo horizontal, pois proponho uma nova concepção: o capitalismo globalizado, aprimorado do século XXI é composto por sociedades horizontais, os mis participativos e com maior pensamento coletivo vencem individual e coletivamente.

  Devemos nos acostumar e nos sentir bem vindos ao mundo plural.

Dilma Mãos de Tesoura – nº190

O ajuste fiscal anunciado pelo governo Dilma escancara a dificuldade dos governos do PT para lidar bem com recursos públicos. De concreto, a tesoura ceifou investimentos e o Minha Casa, Minha Vida. Desmorona-se, assim, o discurso reiterado pela presidente de que o PAC não seria afetado pela sua marreta. Cai também por terra sua pregação, repetida ao longo da campanha eleitoral, de que “em hipótese alguma” faria um ajuste fiscal nas contas públicas.

O ajuste fiscal anunciado nesta semana pelo governo Dilma escancara a dificuldade dos governos do PT para lidar bem com recursos públicos. Quando o necessário é frear os gastos, como é o caso desde o ano passado, pisa-se no acelerador. Onde é preciso investir mais, como em moradias populares, mete-se a tesoura. Falta aritmética nesta conta.

 O governo precisou de 20 dias para definir como faria o ajuste anunciado em 9 de fevereiro passado. Parece que o tempo não foi suficiente. Dos R$ 53 bilhões divulgados na segunda-feira, apenas R$ 13 bilhões representam corte efetivo, estimou o Valor Econômico. Do restante, a maior parte é mais desejo do que realidade, ou mero blefe.

A redução de gastos prevê corte de R$ 36,2 bilhões em despesas não obrigatórias dos ministérios (inclusive gastos sociais) e R$ 12,2 bilhões em despesas obrigatórias (pessoal, benefícios previdenciários, seguro-desemprego e subsídios). O restante R$ 1,6 bilhão corresponde ao que já foi vetado pela Presidência na lei orçamentária.

De concreto, a tesoura de Dilma ceifou investimentos e o Minha Casa, Minha Vida. O programa perdeu R$ 5,1 bilhões, o suficiente para construir 200 mil moradias. Desmorona-se, assim, o discurso reiterado pela presidente de que o PAC não seria afetado pela sua marreta. Cai também por terra sua pregação, repetida ao longo da campanha eleitoral, de que “em hipótese alguma” faria um ajuste fiscal nas contas públicas.

Informa O Globo que o PAC já vem perdendo recursos desde o ano passado. O programa começou a ter suas verbas desidratadas quando foi aprovado o Orçamento da União para este ano. Desde então, R$ 8,5 bilhões já viraram fumaça: R$ 3,4 bilhões foram extirpados na versão final do OGU e R$ 5,1 bilhões do Minha Casa ruíram agora.

Na realidade, até agora o PAC de 2011 praticamente não saiu do papel. Dos R$ 40 bilhões autorizados, foram efetivamente pagos até hoje apenas R$ 591 mil, de acordo com o sistema de acompanhamento de gastos do Senado. A maior parte investida neste ano é de restos a pagar.

Soterrado numa montanha de escombros, o governo afirma que o corte nas verbas do Minha Casa não afetará sua meta de construir 2 milhões de habitações. Se for levado em conta o que o programa alcançou até agora, é melhor desconfiar também desta promessa.

Recorde-se que o compromisso assumido pelo governo Lula, com as bênçãos de Dilma, era construir 1 milhão de casas. Já se passaram quase dois anos desde então e a meta ainda está distante, muito distante. Segundo balanço divulgado em 12 de novembro do ano passado, menos de 200 mil moradias haviam sido efetivamente erguidas até aquela data.

Em suas demonstrações contábeis, anunciadas há duas semanas, a Caixa preferiu informar apenas que superou a meta de contratações do programa, sem detalhar quando de fato conseguiu construir. Não diz, claro, que foram erguidas menos de 6 mil casas para famílias com renda de até três salários mínimos – faixa em que se concentra o grosso do déficit habitacional do país, estimado em 5,8 milhões de unidades. Equivalem a 1,5% da meta.

Na divulgação das medidas do ajuste fiscal, o governo tentou a todo custo omitir que fazia o inverso do que a presidente prometera a seus eleitores. Mas o ministro Guido Mantega acabou deixando escapar que o arrocho se fez necessário por causa da aceleração excessiva da economia – decorrência direta da escalada de gastos públicos para eleger Dilma.

Também admitiu que, agora, voltará a perseguir a meta de superávit cheia, reconhecendo as mandracarias contábeis dos últimos anos. Mantega sustenta que o ajuste não visa a segurar a inflação. Deveria. Afinal, as projeções dos agentes econômicos não param de subir e levarão o Banco Central a aumentar hoje, mais uma vez, a taxa básica de juros.

O arrocho fiscal agora anunciado já nasce capenga e descalibrado. Nas contas de pé quebrado da equipe econômica de Dilma, não estão previstos, por exemplo, de onde virão recursos para bancar o aumento do Bolsa Família anunciado ontem, o iminente reajuste da tabela do imposto de renda, nem como será feito um novo aporte ao BNDES. É melhor se precaver: com tamanha habilidade, as mãos de tesoura vão acabar ceifando cabeças.

 

iEste e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela.