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Responsabilidade – Artigo de Aécio Neves

Duas matérias em discussão no Legislativo e no Executivo carregam importância capital para o futuro do país, por representarem rara oportunidade de fazer justiça federativa e trazerem para o centro do debate nacional a reflexão sobre como lidamos com os nossos recursos ambientais não renováveis. Refiro-me à discussão sobre os royalties dos minérios e do petróleo.

Por suas características únicas, mas também semelhantes, não podemos nos permitir ficar reféns do debate exclusivo sobre quem ganha o quê. Tão importante quanto ele é definir com responsabilidade o destino dos recursos que podem advir dessas decisões.

No momento de anemia financeira de Estados e municípios – alguns à beira da insolvência-, é fundamental prevalecer uma visão mais ampla e generosa sobre o imprescindível fortalecimento dos entes federados, dando assim correta dimensão ao nosso compromisso com o país. Afinal, não somos apenas mineiros, paulistas, cariocas ou baianos. Somos brasileiros, um país organizado de forma federativa e não um aglomerado de Estados com interesses necessariamente conflitantes.

É preciso que a União assuma a posição natural de coordenação do debate dessas matérias sem reduzir-se à posição de parte interessada, como se fosse um dos contendores, como vem acontecendo.

A necessidade da revisão dos royalties dos minérios é antiga e é compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff, que, no entanto, ainda não se confirmou.

Por outro lado, esse tema traz também consigo um forte componente ético, que não pode ser ignorado.

Estamos lidando com um patrimônio que não pertence só a algumas gerações de brasileiros. Trata-se de questão intergeracional.

Como usar os recursos advindos da exploração de um bem não renovável em favor do presente e do futuro?

Países como a Noruega encontraram respostas adequadas à sua realidade. Lá, institucionalizou-se um fundo provido pela exploração do petróleo que busca garantir o pagamento de aposentadorias futuras e proteger a economia do país para o tempo em que a exploração econômica se findar.

A realidade brasileira é bem mais complexa, mas precisamos enfrentar algumas questões: no caso do petróleo, vamos garantir parte dos recursos para investimento em energia renovável, gesto de responsabilidade com o presente e de solidariedade com o futuro?

Como evitar que os recursos da exploração mineral sejam usados em obras de baixa qualidade, onde terminam transformando-se em desperdício e ilustrando de forma melancólica a equação na qual desaparecem as nossas montanhas e os benefícios que poderiam ser gerados para a população?

Não estamos apenas discutindo royalties, mas o futuro.

Artigo publicado na Folha de S. Paulo em 3/10/2011

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

 

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Debate no PJB

Quando deixei a presidencia da Comissão de Saúde e Segurança Publica do Parlamento Jovem Brasileiro, relatei meu parecer pela rejeição, o projeto falava até em Ministério da Segurança, com o debate conseguimos arruma-lo e o fizemos aprovar num ato simbolico da comissão que presidi pelo debate das drogas na sociedade.

1978 – Campanha para Senador FHC

Verde X Cinza

Hoje um dos grandes dilemas da sociedade é aliar desenvolvimento com a preservação ambiental, muitas alternativas têm sido desenvolvidas por países ricos, que em geral, não apenas foram os grandes destruidores em nome do progresso (e não os culpo por isso, o momento era outro), hoje, os países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento são o detentores das riquezas minerais e não investem em tecnologia e educação o que os deixa com muita matéria e pouca capacidade de realizar transformações.

Vou falar sobre o Brasil, alem de ser o “celeiro do mundo” é ainda possuidor de grande biodiversidade, e da maior floresta do mundo a Amazônia, quando todos do planeta se preocupam em poluir menos e proteger mais as florestas, nosso ministério do meio-ambiente é escanteado. É necessário aliar a proteção das florestas à pesquisas para o desenvolvimento de novas alternativas ambientais.

E noto ainda que infelizmente, o governo não oferece o apoio que deveria às iniciativas já existentes, como cooperativas de catadores de lixo, ou ainda, nos municípios dificilmente se vê um prefeito ciente que em Washington D.C. as calçadas tem sido feitas com pneus reciclados, o que não apenas dá destino aos mesmos, mas também permite plantar mais arvores na cidade, uma vez que o material permite a absorção de nutrientes necessários à planta que evitam que as raízes saltem causando a destruição das calçadas.

Medidas práticas e simples, mas que exigem apenas boa vontade podem ser tomadas pela população, mas infelizmente nem sempre é. É importante que haja uma campanha, mas não apenas falando da questão ambiental e da conscientização, mas é importante que se fale também da questão financeira, uma vez que a maioria dos produtos “verdes” são mais baratos, e as atitudes de economia de recursos naturais se refletem na economia de dinheiro.

O desenvolvimento sustentável está e pelo visto permanecerá na Ordem do Dia é uma tendência que persiste não apenas nos governos, mas na sociedade civil e no meio corporativo também. Empresas que respeitam o meio ambiente precisaram reduzir o lucro para fazê-lo sem mexer no bolso do consumidor, e as mesmas já vêm o retorno disto: Cresceram e ganharam mais no giro.

Cabe á sociedade as ações cotidianas simples, às prefeituras se manterem antenadas, aos estados apoiarem as iniciativas independentes, à União uma política ambiental séria e subsídios aos ministérios para fiscalização e controle e auxilio em pesquisas com matérias recicláveis. As empresas: Quem não se adaptar, não prevalecerá. Sinto esta corrente.

Entrevista de Ricardo Trípoli à TV Gazeta

Possivel aliança PT-PSDB…

Para rir um pouquinho

A Importância do Parlamento Jovem

Nas andanças que faço e nas redes que convivo, tenho percebido por parte de todos um grande apoio e confiança em minha participação no VIII Parlamento Jovem Brasileiro. Meus companheiros de partido têm sido extremamente solícitos, assim como alguns amigos da imprensa e mesmo moradores de meu bairro. A conquista, hoje eu vejo que não apenas é minha, mas sim do grupo, do grupo comunitário, do grupo de juventude, do grupo tucano do grupo inclusive suprapartidário de amigos crentes e defensores de um Brasil mais forte e rico em cultura, educação e política.

Vejo no PJ a oportunidade, e desta não abrirei mão, de não apenas me firmar como liderança jovem, mas principalmente incentivar os outros participantes a seguirem na luta política, seja no partido que for ou mesmo fora de partidos.

O PJB é simples, mas muito inteligente e indispensável  para a formação de novas lideranças jovens, que devem se aliar a políticos locais, e lutar, para mesmo que em âmbito municipal fazem seus projetos realidade. E ainda, seguir o exemplo do deputado federal jovem Vinicius Caruso (7ª edição) e dar palestras em escolas sobre a importância do protagonismo jovem na política.

O jovem é protagonista de todas as grandes manifestações e mudanças de nossa sociedade, como agora o fazem no Chile, num grito desesperado por educação. Este processo ocorre no Chile, pois é este o pais mais politizado da America Latina o que nos explica e nos faz apoiar os manifestantes, que estão conscientes de seus direitos e não dispensam exercê-los. Outros setores da sociedade poderiam e devem se revoltar, mas apenas no jovem existe a garra capaz de forçar um impeachment como houve no Brasil, e isto só é possível pois houve lideres jovens que incitarem as multidões.

Há nisto certo sistema de pirâmide, mas este muito saudável, a liderança jovem incita a multidão, que ao longo do processo e mesmo do cotidiano revela ter outras lideranças jovens no corpo desta massa que trarão ainda mais massa a esta luta, e nesta massa surgirão ainda mais lideres; o ciclo é grande e indispensável à construção de um sociedade politizada e ciente da importância de cada individuo no futuro da pátria.

Um amigo diz que “liderar é servir”, não tenho pretensão e nem o poderia de me colocar como líder, mas me coloco a serviço da pátria e daqueles que por ela lutam.