Archive for janeiro \20\UTC 2011

Carpe Diem

O poder não corrompe, revela.

Elke Maravilha

Cartoon

Carpe Diem

Em uma coisa os bêbados e os geógrafos têm razão: a Terra gira.

Jô Soares

Cartoon

Humano demasiado Humano

 

Vitae et Mortem

Curioso o ponto sobre o qual irei discorrer: vida e morte, as coisas mais universais e mais individuais da humanidade, desde o momento que se nasce já se sabe que está VIVO e que a qualquer momento poderá estar MORTO. Alguns pensam a vida apenas como uma maneira de esperar a morte chegar, outros pensam a vida como o estagio pelo qual já se esperava e esta é o ápice.

 A partir da óptica de como ver de maneira geral algo individual, parto ao pensamento: Seria viver o mesmo que sobreviver?

O que diferencia a vida humana da vida dos animais irracionais é o fato que nós criamos coisas, nos organizamos e nos divertimos muito.

Não digo organizamos como as abelhas ou como as formigas, mas sim me refiro à complexidade das Ciências Sociais/Políticas/Econômicas que nós criamos para nos reger. Criamos coisas que nunca poderão ser feitas por qualquer outro animal, esculturas, pinturas, gastronomia, musica, dança, cinema etc. Isso é O HOMEM QUE VIVE O HUMANO, mas posso dizer sem sombra de duvida que 97% da população mundial nunca criou nada, tampouco participou politicamente ou tem contato com o entretenimento do mundo das artes. Leitor amigo lhe pergunto: Estaria então A MASSA vivendo, ou sobrevivendo?

 A falta de perspectiva que se instalou no homem faz com que ele cresça domado, tal qual um animal de pasto para que forme uma família( com conceito pré-moldados) e viva o resto de seus dias acordando indo ao trabalho para fazer algo que nem sempre lhe deixa feliz, e ao retornar não produzir nenhum enriquecimento pessoal(Posto que passou o di fazendo coisas que para ele são exaustivas). Note que este dia-a-dia se repete por toda a vida da maior parte da população, e que não há autenticidade em tal modelo de vida. Será isto viver?

Não seria mais correto afirmar que o homem que vive não teme a morte? Pois veja, aquele que cria, modifica, pensa, enfim….aquele que vai alem, este não morre, ele apenas ”sai desta vida para entrar na historia”, não direi que penas pessoas de sucesso absoluto entram neste conceito, tal fala seria infantil, mas é importante que na vida haja PLURALIDADE, o cidadão pode não ser Senador da Republica, Professor Emérito da London School of Economics and Politics Sciences ou CEO da AmBev, mas a partir do momento em que ela tenta sempre se melhorar em seu emprego, se aperfeiçoar academicamente e se envolver em questões políticas ou fazer em sua família um modelo da sociedade que dá certo; à fim de cobrar que sejam sanados os problemas sociais ou alcançados objetivo maiores, que não apenas o envolvam mas que atinjam a comunidade.

 

Viver é se diferenciar, ao passo que sobreviver é seguir a corrente, continuar o que lhe é imposto e suposto a continuar, sempre vendo o mundo não em sua totalidade ou sequer em como alcançá-lo, tampouco tudo o que ele oferece. Defendo que aquele que vive é aquele que não apenas vai contra a corrente, mas vai sempre alem, procura sempre avançar em nome de uma propósito, eu desenvolve a si mesmo e/ou algo. E sobrevivem os demais, aqueles que passam pela vida SEM IDENTIDADE.

 

Posto isto, acredito que posso dizer que a vida nunca de fato chegou a existir para aqueles que vivem de maneira medíocre, logo estes, que geralmente temem a morte, não deveriam temê-la pois esta seria o fim de algo que sequer começou. Enquanto a morte daqueles que VIVERAM EFETIVAMENTE é o fim daquilo que, como disse o poeta  Não foi infinito, posto que foi chama, mas foi eterno enquanto durou.

 

Podemos concluir que a morte alem de natural é um reflexo da vida, quando medíocre, há uma morte insignificante, mas quando gloriosa a morte vem para coroar com os louros da historia a celebração da vida humana particular que se vinculou a humanidade.

Carpe Diem

O hoje tem apenas 24 horas, mas o amanhã é eterno.

Jose Serra – Roda Viva