Como Realmente foi a eleição americana.

A eleição presidencial norte-americana de 2008, já nas prévias mostrou-se histórica, o partido Republicano (do Presidente George W. Bush) dos oito anos de mandato presidencial inalcançáveis índices de impopularidade, enquanto os Democratas, já tradicionais por seu “modernismo” avançaram ainda mais tendo como lideres das pesquisas dois famosos senadores: a primeira-dama do polêmico Presidente Bill Clinton, e um havaiano, criado em Chicago, com nome árabe e família africana,

Findas as prévias de seu partido, e a eleição presidencial, Barack Hussein Obama trazia como plano de governo nada menos do que se esperava, “sonhos das candidatas a miss universo”: O encerramento de suas guerras, o fechamento das prisões da CIA, o fim da crise econômica mundial, e uma “cara nova” para seu país perante a comunidade internacional.

Naturalmente, durante campanha tudo é fácil de falar, o problema fatídico é quando o excesso de popularidade impede o homem – publico de assumir que as decisões do executivo não dependem apenas do dele, exatamente isto aconteceu, o presidente divulgou prazos para  fechamento da base militar de Guantánamo e para o retorno das tropas no Iraque, apenas esqueceu-se de mencionar que o Congresso Nacional condicionou tais atos à permanência de cerca de 40 mil dos 150 mil homens no Iraque, e o aumento do contingente no Afeganistão em 30 mil homens.

Com prazos tão “mágicos” sendo divulgados por Sua Excelência a comunidade acadêmica não poderia calar-se concedendo ao mesmo o Premio Nobel da Paz (sim, caro leitor, o Prêmio Nobel da Paz de 2009, fora entregue àquele que controla duas guerras), e de modo a consolidar ainda mais a hegemonia de popularidade precipitada, fora conferido o Premio Nobel de Economia deste ano à dois americanos por um estudo realmente interessante; mas inigualável ao economista brasileiro que previu toda a crise econômica em meados de 2005.

O mundo, via de regra, viveu nas nuvens, a economia estabilizando-se de maneira lenta, graças aos intermináveis esforços dos pacotes econômicos americanos para socializar as perdas e privatizar os lucros. E o brilhante presidente da mais poderosa nação do mundo fazendo Visitas de Estado, como todo presidente recém-eleito.

Cumpridas as obrigações diplomáticas, começam a surgir empecilhos no governo, como a oposição no Congresso, e as confissões de que os prazos não poderão ser cumpridos, fora um problema que só agora recebe os olhares presidenciais e internacionais (este, que havia sido abordado pelo candidato Republicano John McCain) o sistema de saúde publico, que sequer existe; a maior potencia do planeta não dispões de um sistema publico universal de saúde, somente agora o governo manifesta-se dizendo que criará uma grande reforma este sistema{ trazendo projetos absurdos}, no entanto o poderoso senhor do salão oval se esquece de consultar as bases ou simplesmente pensar antes de fazer pronunciamentos oficiais à população, pois o Senado Federal tem como maior bancada a  Republicana, que já se pôs contra a priorização das verbas para o sistema de saúde, pois querem manter como prioridade os gastos militares, atitude que me parece certa forma de vingança infantil, afim de provar que as decisões do governo Bush continuarão valendo.

Enquanto Capitólio e Casa Branca brigam pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, não percebem o déficit do Tesouro que se encontra em US$ -455 bi.

Em suma, Barack Obama está no melhor, mas lugar na pior situação, e ao que me parece precisa aprender a pensar antes de agir.

Hoje os Estados Unidos da America não tem prestigio, não tem dinheiro, e a Casa Branca tornou-se “Casa dos Artistas”.

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